quinta-feira, março 22, 2007

Maria Antonieta

Sexta passada fui ver o novo filme da Sofia Coppola, Maria Antonieta. Importante deixar claro que sou suspeito para falar de seus filmes - me encantei desde logo com seu primeiro filme, o sombrio "Virgens Suicidas".
Depois veio "Encontros e Desencontros" com suas sutilezas profundamente humanas.
E agora, a estória da jovem princesa austríaca que foi enviada para casar-se com o futuro rei da França, e que acabaram sendo decapitados pelos revolucionários de 1879.
Sofia mistura um visual de filme de época com edição moderna, música clássica com rock contemporâneo, para nos mostrar a face humana desta rainha cercada de lendas, especialmente a de que, diante dos miséráveis enfomeados exigindo pão, mandou-lhes que comessem brioches, expondo ao ridículo a alienação em que vivia. Claro, Maria Antonieta era acusada de viver uma vida de luxos exorbitantes numa época em que o reinado estava em crise, e o império caminhava para a ruína. A mistura de elementos clássicos, a fotografia, a música, causam um efeito interessante e a face humana de Antonieta se revela, da mesma forma que os jovens milionários das grandes metrópoles que caem numa balada sem fim também são seres humanos frágeis, críticos às vezes e desprezíveis noutras.
Não é um filme qualquer...

2 comentários:

Gustavo disse...

Ótimo!
Conseguiu me deixar com muita vontade de ler esse texto agora!

Ricardo disse...

E me mostre um ser humano que, em certo momento, não é frágil, crítico ou desprezível?

Muito legal... Vou ver o filme...